Projetos

Projeto de Assessoria Técnica ao Conjunto José Monteiro Sobral

Cidade Amiga da Criança
Aracaju - Sergipe
VENCEDOR
Divulgação

Instituição de Ensino Superior:  Universidade Federal de Sergipe - UFS

Participantes

Representante:

Márcio da Costa Pereira

Professores:

Heloisa Diniz de Rezende
Danielle Parfentieff de Noronha

Moradoras: 

Acácia Gomes Santos
Juliane dos Santos

Alunos: 

Gabriela Oliveira de Ávila Nascimento
Adelle Correia Coutinho Neves
Bianca Leal de Pellegrini Sandes
Fernanda Cerqueira Santos Souza
Gabriel Bastos da Rocha
Gustavo Gomes dos Santos
Isabela Pinheiro Bomfim
Leonardo Lacerda Chagas Britto
Marylia Loiola Santos

Arquitetos residentes:

Ueslei dos Santos Souza
Ana Cláudia Aragão de Carvalho Andrade

Arquiteta voluntária:

Giovanna Arruda Conceição

Descrição do Projeto

O conjunto José Monteiro Sobral foi inaugurado em 2012, inacabado, e as 281 famílias vivem até hoje sem infraestrutura urbana, equipamentos urbanos, espaços públicos e moradias dignas, que são fundamentais para a garantia de sua saúde, bem-estar e segurança. O projeto de assessoria técnica já existe e tem como objetivo contribuir para integração e melhoria do habitat dos moradores do conjunto habitacional, a partir de frentes de ação em diferentes escalas: projeto arquitetônico das praças e reforma das casas, fomento e fortalecimento da organização dos moradores e fortalecimento da identidade e da visibilidade do conjunto. Para o Desafio desenhou-se a proposta de construção e a revitalização de uma das praças do conjunto, cujo projeto arquitetônico foi desenvolvido em conjunto com os moradores, e a execução se dará em mutirão.

Seguem abaixo informações referentes a cada um dos critérios de avaliação. 

 

Critério 1: Capacidade de promover a interdisciplinaridade

Os campos de saber envolvidos no projeto construirão juntos uma leitura das potencialidades do conjunto José Monteiro Sobral, com foco na promoção da 1a infância através do desenvolvimento do processo colaborativo de construção da “Praça do Meio”. O curso de Arquitetura e Urbanismo socializará repertórios projetuais de espaços amigáveis para o brincar, desenvolverá projeto arquitetônico e organizará a obra mutirante. A Arqueologia contribuirá na valorização da cultura local e manifestações folclóricas através do brincar. O campo da Educação construirá metodologias para envolver as crianças no processo. A Comunicação Social construirá métodos dialógicos entre moradores, universidade e sociedade para maior visibilização da criança no espaço público. O Serviço Social e as Agentes de Saúde contribuirão no dimensionamento da complexidade social e indicadores; e as Crianças e Cuidadores, a partir de suas percepções e vivências, contribuirão nas tomadas de decisão do projeto.

 

Critério 2: Comprometimento com a perenidade da iniciativa 

A Universidade Federal de Sergipe já tem alguns programas voltados à primeira infância em diferentes departamentos, e essas experiências fomentarão e abrirão portas para pesquisas interdisciplinares e planos de aulas relacionados às crianças, consolidando assim a produção acadêmica. A aproximação do projeto proposto com os programas já em andamento fortalecerá e tornará perene os programas voltados à temática da primeira infância, assim como a formalização do projeto como um programa de extensão, que garante como contrapartida da IES o transporte tanto de materiais quanto de pessoas, espaço físico para reuniões, com equipamentos e mobiliário adequados e possibilidade de Bolsas estudantis vinculadas a editais PAEX e PROEX.

O grupo já conta com parceiros externos, sendo que alguns deles já participam do projeto de extensão que está em andamento, como um profissional de design/construção, a Secretaria de Obras de Laranjeiras, a Secretaria do meio ambiente e um coletivo que faz atividades lúdicas com as crianças. Além disso, há parceria com duas empresas, que incluem o apoio ao projeto em suas ações de responsabilidade social corporativa. Por fim, há recursos provenientes de campanhas para arrecadação de verba junto a pessoas físicas.

Como proposta para dar continuidade e perenidade à presença da Universidade na comunidade há planos para a implantação de um escritório popular que possa atender demandas relacionadas ao bem-estar e à moradia, assim como aos direitos da criança, do adolescente, das mulheres e das mães.

 

Critério 3: Potencial de impacto da solução apresentada 

O projeto tem como público prioritário crianças de 0 a 6 anos, que representam 13% da população do conjunto, e mulheres grávidas. O processo colaborativo de desenvolvimento do projeto fortalece as crianças e seus pais como agentes transformadores. Esses jovens pais formam um grupo de 33% da população, com idades entre 13 e 27 anos. O público-alvo é de baixa renda (0 a 3 S.M.), desempregados ou trabalhadores informais e mulheres donas de casa. É um local marcado pela baixa escolaridade, vulnerabilidade econômica, infraestrutura urbana inexistente e habitações precárias.

O projeto de extensão universitária já vem atuando na comunidade, então o público-alvo está participando ativamente no processo colaborativo para elaboração do projeto. As várias reuniões que já ocorreram envolvendo moradores, alunos e professores geraram a ideia de fazer uma praça, uma lista de possíveis usos e equipamentos para o novo espaço e uma setorização das atividades a partir dos desejos e necessidades da população. As crianças estão sempre presentes e envolvidas nas reuniões, opinando e ajudando a construir as ideias. Além disso, durante o período de quarentena, várias ações emergenciais foram executadas: instalação do ponto de higienização na entrada do conjunto, distribuição de cestas básicas, produtos de higiene e máscaras, além de ações de prevenção à pandemia realizadas a partir do contato virtual com os moradores.

O cenário que se espera construir com a intervenção é a criação de um espaço convidativo, integrador, seguro, fisicamente motivador e que trará à luz a importância de um bom desenvolvimento nos primeiros anos de vida e proporcionando a maior integração entre os moradores, o reconhecimento da força do fazer coletivo e o empoderamento para outras iniciativas transformadoras em seu território.

Embasamento teórico: linhas de pesquisa como direito à cidade, habitat, apropriação dos espaços públicos e desenvolvimento psicossocial infantil. Autores: Barros e Silva (2018), Fundação Bernard Van Leer (2019), Correa e Navarini (2008), Departamento de Proteção Social Básico (2018), Maricato (2007), dentre outros. 

Objetivo: contribuir para integração e melhoria do habitat dos moradores do conjunto habitacional.

Indicadores: frequência de uso desses espaços, integração do público-alvo, melhorias no bem-estar, noções de pertencimento e desenvolvimento psicossocial das crianças e gestantes.

Instrumentos: entrevistas com os moradores, visitas feitas em campo (observação) – realizados pelos próprios alunos/professores, com auxílio de agentes de saúde parceiros. 

* O planejamento de atividades do projeto deverá ser revisto devido ao isolamento social imposto pela pandemia.

 

Critério 4: Efeito multiplicador 

Os discentes e docentes serão responsáveis pela coleta das informações. Trabalharão com uma metodologia envolvendo o registro, a sistematização e a reflexão constantes, gerando relatórios parciais e finais, e, dessa forma, visam produzir artigos e material informativo contendo nossas ações e experiências objetivando a divulgação e acesso ao trabalho para toda a comunidade acadêmica. Além disso, têm como meta no plano de comunicação ampliar e construir uma melhor e mais próxima comunicação com a comunidade e com o público externo através do compartilhamento de experiências, que valorizem a participação direta da população assistida, incluindo as crianças, no processo de elaboração do projeto. Esse plano de comunicação já está em execução e será continuado nas redes sociais (Instagram, Facebook e grupos de Whatsapp), material impresso, reuniões e assembleias virtuais e presenciais e, futuramente, na rádio comunitária. 

 

Critério 5: Inovação 

Pode-se citar duas inovações do projeto: 1) utilização de metodologias colaborativas para proposta arquitetônica da praça e sua execução e manutenção, com ferramentas que visam entender a relação comunidade/espaço urbano priorizando o olhar da primeira infância e o desenvolvimento da sua cidadania (serão usadas atividades lúdicas como desenhos, caminhadas e fotografias, além de estabelecer zeladores mirins para cuidar da praça); 2) metodologias voltadas para a integração dos moradores e de sua comunicação externa, a partir da criação de canais de diálogo como grupos de Whastappp e da rádio comunitária (elaborada com e para a população), material impresso informativo (lambes, cartazes e folders) e páginas em redes sociais.

 

Outras informações:

https://g1.globo.com/se/sergipe/noticia/2020/12/09/projeto-de-estimulo-ao-desenvolvimento-infantil-da-ufs-recebe-premio-nacional.ghtml

https://www.facebook.com/desafiouniversitarioprimeirainfancia/videos/120973043223563

Contatos:

Márcio da Costa Pereira: marcio.cp@terra.com.br

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